Uma história começa com um evento inicial e prossegue seguindo as suas ramificações, até uma grande conclusão ou então até conclusões separadas. No romance A Manopla de Karasthan, de Filipe Faria, a história começa com o sair de casa do jovem príncipe Aewyre Thoryn, e a sua partida para a aventura por um mundo vasto, sem motivos ou implicações. A história começa por começar.
Já em A Irmandade do Anel, Frodo Baggins parte porque tem de partir. Parte contra a sua vontade porque guarda um grande mal que pode condenar todos á sua volta. Este também é um bom motivo para iniciar uma história: A Perseguição.
Pois bem, no meu conto sobre Alice o motivo é outro. Ou melhor, não é nenhum. Pois a acção gira toda em volta de Alice e ela não passa de um figurante que se tornará vitima de acontecimentos maiores.
A morte da menina serve de pretexto para narrar o antes e o depois.
De momento estou á procura de um motivo para um outro projecto meu. Daí não ter ainda revisto o conto sobre Alice. Trata-se de uma história que iniciei há um ano. Algo maior que um conto e portanto muito mais difícil. Mas... se fosse fácil não teria graça nenhuma.
Também estou a pensar unir o conto de Alice a um outro, mas cada coisa será feita a seu tempo. Agora quero é inspiração, amor e sangue.
Paulo Montenegro

5 biscoitos:
Inspiração e sangue são "adereços" que não falta por aí... Agora amor, esse não encontras, pois deixa-me contar-te um segredo:
Não existe!!!
in "A Teoria do Prazer"
*faltam
(A mim falta-me sempre qualquer coisa...)
Hm... não concordo. Amor existe, só não é eterno. Podemos descreve-lo de muitas formas e todas as descrições estarão erradas! Porque não há como descrever - Sente-se!
Isso de que falas é paixão. Tem mais haver com o desejo sexual, com atracção que com amor.
São estados de espírito: A Paixão é momentânea. O amor é permanente!
Realmente as Crónicas de Allaryia começam por começar, os posteriores volumes é que vão dar sentido ao início da história. Foi o humor de Worick que me fez continuar a ler, até que quando dei por mim já tava a gostar daquilo, isso aconteceu sensivelmente a meio do livro.
Quanto à historia de Alice… já me cativou! e to mesmo curiosa em relação ao homem da gola de pele de lobo (esqueci-me outra vez do nome dele), e também curiosa em relação a "Ele".
Algo me diz que ainda vou ler um livro teu, e autografado de preferência.
Já agora… Dos comments anteriores pode-se concluir que:
- O amor eterno não existe
Ah ah, o Worick. Engraçado que também foi por ele que continuei a ler. Sendo sincero, até á morte da Nabela achei o livro enfadonho. Só Worick me cativava. Depois sim, começou a tornar-se interessante!
A história da Alice... estou a reve-la! Juntei-a a um outro conto meu e até que não está a ficar mal. Tem mais personagens, mais diálogos e melhorei as descrições dos cenários. Está diferente e igual. Depois mosto.
Também mudei o nome da "História". De "A História de Alice" passará a chamar-se: ...bem depois digo como se chamará.
Planeio "re-publicar" tudo no ano novo.
"1/1/2008"
Livro...? Achas....?
Claro que sim!
Não digo que não existe porque não sou céptico em relação a nada. Só digo que é raríssimo... mas talvez ainda mude de opinião... quem sabe...
Enviar um comentário