
Agora olho para trás, comparo, e sorrio.
:)

Escrito por
Paulo Montenegro
às
9:48 a.m.
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Marcadores: Paulo
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Paulo Montenegro
às
8:50 a.m.
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Gosto de cicatrizes. Gosto de olhar para as minhas cicatrizes e recordar como as fiz. Acho que são mais ou menos como as tatuagens mas mais intimistas. Enquanto que as tatuagens são, na maior parte das vezes, para exibir, as cicatrizes são pedaços de memória escritos no corpo.
Tenho uma pequena cicatriz no lábio que quase não se vê. Nos dois lábios até, assim feita de cima para baixo. Foi feita pela garra de um pastor-alemão quando eu tinha nove anos. Ia a caminho da explicadora quando um pasto-alemão adulto me atacou. Também me deixou uma cicatriz feita com os dentes. Essa cicatriz quase não se vê. E é mesmo em baixo do olho esquerdo... Dois centímetros mais acima e eu tinha ficado sem um olho. Agora que penso nisso... É mesmo estranho. Eu como me conheço poderia não existir. Mas gosto da cicatriz no lábio. Quando vista ao perto dá-me um ar de Robert DeNiro.
Quando tive o meu primeiro desgosto amoroso... bem, foi há muito tempo mesmo. Lembro-me de, entre outras coisas ter pegado numa faca e feito um corte no braço. Não tive de levar pontos por causa disto mas ainda tenho a cicatriz. Tenho pensado em fazer isso de novo... Quem sabe. Já não tinha um desgosto destes há anos.
Bem, adiante. A vida continua.
Com muitas cicatrizes por fazer...
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Paulo Montenegro
às
5:15 a.m.
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Marcadores: Cicatrizes, Paulo
Não sei como começar, a sério que não sei. Por isso começo por dizer que não sei começar, para me redimir. Muitas vezes bloqueio quando vou escrever porque não sei como começar. Acho que é mesmo o mais difícil porque depois o texto passa a encaixar-se a partir daquele primeiro tijolo e as ideias passam a fluir numa torrente inesgotável.

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Paulo Montenegro
às
4:15 a.m.
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