Confesso que começava a ficar farto do blog. Agora alterei a maioria do aspecto e vou continuar a alterar. Esta é a nova versão. Faço isto a altas horas. Depois dou mais pormenores.
Boa noite.
Nova Ordem!
Escrito por
Paulo Montenegro
às
4:45 a.m.
2
biscoitos
Acidente de Percurso

Escrevi o ultimo post há muito tempo. Já nem me lembro quando foi. Talvês há um mês ou mais. Não me lembro, nem quero saber.
Aconteceram muitas coisas desde que escrevi no blog pela ultima vez. A começar com o meu novo horário no emprego, que me dá mais horas de descanso. Ou por outras palavras já me posso deitar mais cedo. O que é sempre bom. Também mudei de casa. Saí da Rua Formosa e estou agora na Rua de Santo Ildefonso, com a mais bonita das varandas. Adoro a vista e as lojas. Também estou mais perto da minha Flávia.
Tenho tido algumas ideias para escrever. Mas nada de mais. Sempre que penso em algo que fuja daquilo que comecei sinto mais vontade de acaba-lo. Parece que o meu subconsciente não me quer deixar pensar em mais nada para além da Rosa Negra. Também estou um pouco confuso quanto a isso pois gostava de alterar algumas coisas na história, mas
tudo foi construido de tal maneira que se mudar algo, todo o enredo se desmancha. Mas lá que tenho vontade de apagar Alice, tenho. Deixou de ser uma personagem fascinante e passou a ser um problema.
Agora estou para aqui a escrever e a pensar: "e se deixasse isto por acabar. Dedica-te a algo diferente e mais tarde volta a este conto." Mas tenho medo. Vivi com esta história e estas personagens na cabeça por dois anos. Tenho medo que mudando de tema, me mude a mim também.
Escrito por
Paulo Montenegro
às
4:08 p.m.
1 biscoitos
Acontece...

Agora olho para trás, comparo, e sorrio.
:)
Escrito por
Paulo Montenegro
às
9:48 a.m.
1 biscoitos
Marcadores: Paulo
As Linhas de um História
Uma história começa com um evento inicial e prossegue seguindo as suas ramificações, até uma grande conclusão ou então até conclusões separadas. No romance A Manopla de Karasthan, de Filipe Faria, a história começa com o sair de casa do jovem príncipe Aewyre Thoryn, e a sua partida para a aventura por um mundo vasto, sem motivos ou implicações. A história começa por começar.
Já em A Irmandade do Anel, Frodo Baggins parte porque tem de partir. Parte contra a sua vontade porque guarda um grande mal que pode condenar todos á sua volta. Este também é um bom motivo para iniciar uma história: A Perseguição.
Pois bem, no meu conto sobre Alice o motivo é outro. Ou melhor, não é nenhum. Pois a acção gira toda em volta de Alice e ela não passa de um figurante que se tornará vitima de acontecimentos maiores.
A morte da menina serve de pretexto para narrar o antes e o depois.
De momento estou á procura de um motivo para um outro projecto meu. Daí não ter ainda revisto o conto sobre Alice. Trata-se de uma história que iniciei há um ano. Algo maior que um conto e portanto muito mais difícil. Mas... se fosse fácil não teria graça nenhuma.
Também estou a pensar unir o conto de Alice a um outro, mas cada coisa será feita a seu tempo. Agora quero é inspiração, amor e sangue.
4Centos....
Bem, 400 visitas. Dá para comemorar, julgo.
Marilyn Manson
- Heart-Shaped Glasses -
(When The Heart Guides The Hand)
Desde que a ouvi retirei um significado especial.
Comecei este blog há duas semanas. Nunca pensei que podesse conhecer tanta gente através de um blog. Na minha lista do msn entraram mais 14 contactos.
Mas de todos eles destaco principalmente a Hacate, a Joaninha e o Daniel.
Obrigado.
Escrito por
Paulo Montenegro
às
4:41 a.m.
1 biscoitos
Voltas e voltas...
Não sei, não sou,
não sabes, não sintas,
não quero, não espero,
Não faço, não digo, não mintas.
Engana, engana,
não ligues, não faz mal,
eu quero morrer,
eu quero morrer!
eu sofro por querer,
por querer estar mal...?
Eu não, não fiz...?
eu mereço ser feliz,
porquê? porque sim,
Porque quero por querer
porque sonho em ter,
um final feliz para mim...
Escrito por
Paulo Montenegro
às
8:50 a.m.
5
biscoitos
Sobre a História
Está tudo ainda muito cru. Mas também, só passaram 3 dias desde que comecei a escrever o texto. Fiz duas revisões e postei. Agora que o leio parece-me cru. Vou fazendo alguns acertos mas de resto, não há muito que possa alterar.
Escrito por
Paulo Montenegro
às
2:57 a.m.
1 biscoitos
Memorial de Cicatrizes

Gosto de cicatrizes. Gosto de olhar para as minhas cicatrizes e recordar como as fiz. Acho que são mais ou menos como as tatuagens mas mais intimistas. Enquanto que as tatuagens são, na maior parte das vezes, para exibir, as cicatrizes são pedaços de memória escritos no corpo.
Tenho uma pequena cicatriz no lábio que quase não se vê. Nos dois lábios até, assim feita de cima para baixo. Foi feita pela garra de um pastor-alemão quando eu tinha nove anos. Ia a caminho da explicadora quando um pasto-alemão adulto me atacou. Também me deixou uma cicatriz feita com os dentes. Essa cicatriz quase não se vê. E é mesmo em baixo do olho esquerdo... Dois centímetros mais acima e eu tinha ficado sem um olho. Agora que penso nisso... É mesmo estranho. Eu como me conheço poderia não existir. Mas gosto da cicatriz no lábio. Quando vista ao perto dá-me um ar de Robert DeNiro.
Quando tive o meu primeiro desgosto amoroso... bem, foi há muito tempo mesmo. Lembro-me de, entre outras coisas ter pegado numa faca e feito um corte no braço. Não tive de levar pontos por causa disto mas ainda tenho a cicatriz. Tenho pensado em fazer isso de novo... Quem sabe. Já não tinha um desgosto destes há anos.
Bem, adiante. A vida continua.
Com muitas cicatrizes por fazer...
Escrito por
Paulo Montenegro
às
5:15 a.m.
11
biscoitos
Marcadores: Cicatrizes, Paulo
Verónica e Alice
Tento distrair-me de tudo. Porque o passado deixou raízes que vão ser difíceis de arrancar. Volto a pensar na escrita, a minha outra paixão. E volto a uma ideia antiga que risquei num guardanapo de café há algum tempo - duas personagens. Não consigo parar de pensar nelas até porque não quero pensar em mais nada: Verónica e Alice.
Lembrei-me dos nomes há algum tempo e comecei a imaginar uma história ou um passado para cada uma delas: Imaginei Verónica como uma sedutora vampira - o diabo em mulher. Aquela que todos desejam mas temem. Imortal e eternamente jovem, tem como castigo viver nas trevas. - porque haveriam a beleza e a imortalidade serem dadas sem algum sofrimento em troca? Parece-me uma personagem incrível! Acho que vou tentar escrever algo com ela.
Depois há Alice.
Alice nunca cresceu. Ela morreu aos oito anos de idade. Numa manhã enevoada de outono os pais acordaram sem saber onde estava a filha. Quando saíram à rua e encontráram-na enforcada numa árvore - o seu corpo pequeno e franzino a balançar pendurado por uma corda ao sabor do vento. - Tenho me deliciado com esta ideia. A de criar uma personagem em tudo adorada e depois, záaaaaaas! Matá-la!
Parece-me deveras divertido...
Escrito por
Paulo Montenegro
às
4:43 a.m.
1 biscoitos
Marcadores: Alice, Enforcamento, Morte, Verónica
Injecção de Veneno
Não sei como começar, a sério que não sei. Por isso começo por dizer que não sei começar, para me redimir. Muitas vezes bloqueio quando vou escrever porque não sei como começar. Acho que é mesmo o mais difícil porque depois o texto passa a encaixar-se a partir daquele primeiro tijolo e as ideias passam a fluir numa torrente inesgotável.
Bem, lá vai: chamo-me Paulo Montenegro e este é o meu primeiro blogue "sério". Quero mante-lo por muito tempo e tenciono usá-lo como diário e como meio para divulgar as minhas histórias, os meus contos - que tanto gosto de escrever - e os meus poemas que apesar de poucos e superficiais são uma nova faceta minha que quero explorar.

Estou a iniciar este blog um dia depois de algo horrível me ter acontecido: Um dia depois de romper quase todos os laços com a pessoa que mais amei desde à muito tempo. É algo que deixou feridas que dificilmente vão sarar e um grande golpe no meu optimismo em relação ao mundo. Gostava de ser feliz ao lado dela mas como sempre algo correu mal.
A minha má sorte persegue-me.
Devo ter sido amaldiçoado em pequeno.
Tenho pena de não poder começar este blogue mais optimista. Queria encarar o futuro com mais luz e com esperança de mudar tudo à minha volta e a mim mesmo também, através do meu sonho de escrever a tempo inteiro. Mas...
Há sempre um "mas".
É com uma lágrima no canto do olho que digo - Olá.
Escrito por
Paulo Montenegro
às
4:15 a.m.
0
biscoitos

